O agronegócio engloba atividades rurais com fins de comercialização de produtos agropecuários. Devido a pandemia causada pelo novo coronavírus, o setor sofreu alguns impactos entre 2020 e 2021, mas continuou estável e com ótimos resultados.
E para 2022, qual é a previsão para o agronegócio e quais são as melhores oportunidades para investir? Se você ficou interessado em saber mais sobre este assunto, basta continuar lendo!
O que esperar do agronegócio em 2022?
O agronegócio é, no momento, responsável por mais da metade das exportações do Brasil. O setor está passando por grandes expansões, com recordes de produção e geração de receita entre os últimos anos.
Em 2021 os níveis de produção e geração foram mais baixos que o esperado, tanto por causa da pandemia quanto por questões climáticas. Inclusive, a previsão é que essas questões continuem reverberando em 2022.
Espera-se que este setor enfrente grandes custos de produção, devido aos insumos mais caros que limitam a margem de lucro dos produtores. Isso tem ligação direta à questões políticas externas e também à desvalorização do real.
Segundo alguns especialistas, a previsão é que o ano seja positivo, com uma safra recorde em 2022. Se o cenário climático for mais favorável, é possível que o agronegócio mantenha uma tendência de ajuda para os números positivos da economia e do comércio brasileiro.
Isso mostra que investir no setor de agronegócio é estar exposto a um dos pilares mais sólidos da economia brasileira, que tem registrado ótimos resultados nos últimos anos. Mesmo diante de cenários de crises, como na pandemia, quando os produtores bateram recordes de faturamento.
Quais os desafios do agronegócio no Brasil?
Em uma pesquisa “Perspectivas para o Agronegócio 2022”, o Rabobank, banco holandês especializado no setor, estima que o setor de agropecuária brasileira em 2022 continuará a crescer forte, com grandes exportações e faturamento.
O Rabobank ressalta que será necessário resolver certos problemas conjunturais e estruturais internos para que o setor obtenha resultados melhores.
Entre os desafios, também previstos pela instituição bancária, está o aumento de custos devido à alta do dólar, mesmo que a força da moeda estadunidense torne os produtos brasileiros mais competitivos no exterior.
O fato é que, com os insumos mais caros, é provável que os produtores tenham suas margens reduzidas. Além da pressão do aumento da inflação, que deteriora o poder de compra das pessoas e as obriga a alterar os seus hábitos de consumo.
E com o aumento da taxa básica de juros (Selic), além de aumentar o custo de capitalização dos produtores, também esfria a economia. E tende a diminuir a demanda por produtos de valor agregado no mercado interno.
Do outro lado da moeda, com o dólar caro, aumenta o valor dos insumos essenciais usados na lavoura e pecuária. Embora tenha um efeito positivo nos preços dos nossos produtos para exportar.
O que dá mais dinheiro no agronegócio?
Entre os produtos mais rentáveis da agricultura, podemos destacar os seguintes:
Laranja
A produção mundial de laranja no Brasil ultrapassa 30%, com safra em constante crescimento todos os anos. Ao passo que parte da produção abastece o mercado nacional, a outra parte é exportada.
São Paulo é um dos maiores produtores de laranja no Brasil.
Café
Os brasileiros são líderes globais no consumo, produção e exportação de café. Com o clima favorável e ajuda da tecnologia, é possível ver uma melhora nos padrões quantitativo e qualitativo dos grãos de café, que obtêm um maior valor agregado.
Milho
O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de grãos, em especial o milho. Além de muito usado na alimentação animal, o milho também é a matéria-prima para fabricar vários produtos alimentícios, inclusive óleo vegetal.
Soja
A soja é mais um dos produtos campeões de produção em nível global. Do mesmo modo que o milho, a soja serve como alimento na pecuária, por causa de seu alto valor nutricional e também vai para as indústrias de alimentos e biodiesel.
Algodão
Algodão é muito rentável e versátil, além de servir como alimento para o gado (caroço de algodão), e de ser usado como matéria-prima para fabricar óleo vegetal e biodiesel.
Proteína animal
A carne de frango tem previsão de alta no ano de 2022, só que irá depender do vigor das importações da China e da Arábia Saudita para sustentar os ótimos resultados obtidos ano passado.
Como investir em agronomia?
As previsões para o agronegócio brasileiro são favoráveis em 2022, confira logo abaixo três companhias de agro que valem a pena investir:
1. SLC Agrícola
A SLC Agrícola (SLCE3) tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 55 até o final de 2022. Considerando o valor de fechamento a R$ 45,13, o papel tem grande potencial para saltar 22%.
A companhia usa tanto áreas próprias como áreas arrendadas para realizar suas operações na produção de soja, milho e algodão.
A SLC também conta com um braço imobiliário, com o intuito de trabalhar na aquisição e venda de terras. O mercado de terras agrícolas aqui no Brasil tem gerado muito interesse devido à valorização, além de ser um ativo anticíclico.
2. Minerva
A Minerva (BEEF3) tem indicação de compra e preço-alvo de 13. De acordo com o último valor de fechamento, a R$ 9,80, o papel pode saltar em torno de 33% neste ano.
O que pode fornecer mais valor à Minerva são as definições sobre exportações para China. No momento, o frigorífico conta com capacidade de abate de 26,4 mil cabeças por dia, levando em conta suas unidades no Brasil, Paraguai, Argentina, Uruguai e Colômbia.
3. Cosan
A Cosan (CSNA3) segue com recomendação de compra e preço-alvo de 30%. Levando em conta o último fechamento, de R$ 20,83, o papel tem o potencial de valorização de 44% em 2022.
Devido sua capacidade de execução comprovada do grupo e histórico de alocação de capital, há grandes oportunidades de investimento nessa companhia.
Através de seus negócios, a holding produz e exporta etanol e açúcar, o que gera energia ao usar o bagaço da cana. Como também fornece gás canalizado no Brasil e atua na logística de açúcar e outros granéis sólidos com destino à exportação.
A Cosan possui um risco-retorno justo, de acordo com o novo ciclo de crescimento que deve ocorrer.
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